A alma não se divide: Entre o altar e o mundo, há uma só verdade.
Nós, ao caminhar com Cristo, somos chamados a uma fidelidade inegociável. A Palavra de Deus não oferece espaço para dupla vida, mas exige integridade entre o que professamos nos altares e o que vivemos nas ruas.
Em 1ª João 2:15-17, somos advertidos: “Não ameis o mundo, nem as coisas que no mundo há; porque, se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.” Essa exortação não é apenas ética, é espiritualmente decisiva. Quando o crente começa a cobiçar a aprovação humana mais do que a glória divina, ele já está trocando valores eternos por bênçãos efêmeras.
Quantos começaram firmes na fé, cheios do Espírito, mas, diante da pressão social, do desejo de pertencimento ou da sedução do sucesso, foram negociando princípios? Trocaram convicções por conveniências, silenciaram a verdade por medo de rejeição, e moldaram a conduta ao sistema do mundo, como se fosse possível servir a dois senhores (Mateus 6:24). Jesus foi claro: ninguém pode servir a Deus e às riquezas, ou, em sentido amplo, ao sistema secular que despreza os valores do Reino.
Quem negocia sua fé por aceitação humana perde a herança celestial.
A divisão da vida cristã em “sagrado” e “profano” é uma ilusão perigosa. Não existe um botão que ligamos na igreja e desligamos no trabalho, nas redes sociais ou no convívio familiar. O mesmo Espírito que habita em nós no domingo também nos guia na segunda-feira. Quando fingimos piedade no templo e vivemos comprometidos com práticas contrárias à vontade de Deus fora dele, estamos praticando a hipocrisia que Jesus denunciou nos fariseus (Mateus 23:25-26).
A vida abundante prometida por Cristo em João 10:10 não é negociável. Ela exige entrega total, renúncia diária e coragem para ser diferente. Negociar nossa identidade em Cristo por aceitação humana é trocar a herança celestial por um prato de lentilhas, como fez Esaú (Gênesis 25:34). O mundo oferece reconhecimento passageiro, mas o Senhor oferece glória eterna. Escolher o primeiro é entregar a alma ao vazio; escolher o segundo é encontrar plenitude.
Que nós não sejamos cristãos de duas faces, mas homens e mulheres de uma só verdade: a verdade que está em Jesus. Que nossa vida seja um testemunho coerente, onde o interior e o exterior se alinhem com o Evangelho. Porque, no fim, não será o aplauso dos homens que nos salvará, mas a voz do Senhor dizendo: “Bom servo, entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:23).
Lembre-se: A verdadeira sabedoria está em permanecer firme, mesmo quando o mundo oferece tudo em troca de um único sim ao pecado.
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