Será que a dúvida está trancando sua bênção? Deus está pronto para agir, mas a dúvida fecha a porta antes que Ele entre.
Nós, em nosso caminhar com Deus, frequentemente enfrentamos um inimigo silencioso que não se manifesta com gritos, mas com sussurros: os pensamentos duvidosos. Eles surgem como neblina ao amanhecer, ofuscando a clareza da promessa divina.
A Bíblia ensina que pensamentos geram ações, com Provérbios 4.23: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele dependem os rumos da vida”, nos mostra que o coração (mente/pensamentos) direciona a vida.
O oposto de toda dúvida é a fé. A Palavra nos adverte que a fé é o fundamento de tudo aquilo que esperamos e a certeza das coisas que não vemos (Hebreus 11.1). Quando permitimos que a dúvida invada o templo da nossa mente, estamos, na verdade, cavando um fosso entre nós e o poder operante de Deus.
Jesus foi enfático: “Tudo o que pedirdes em oração, crede que já o recebestes, e assim vos será” (Marcos 11.24). Note-se o verbo no passado, “já o recebestes”. Isso revela uma realidade espiritual profunda: a fé não espera a evidência para crer, ela crê antes da evidência.
Os pensamentos negativos, por outro lado, funcionam como sentinelas rebeldes, bloqueando a entrada da graça em nossa vida. São eles que geram paralisia espiritual, impedindo que levantemos a voz em clamor, que estendamos as mãos em intercessão ou que demos um passo ousado na direção do milagre.
O apóstolo Paulo exorta: “Rogo-vos que não recebais em vão a graça de Deus” (2ª Coríntios 6.1). A graça está disponível, mas sua eficácia em nós depende da resposta da fé.
Um coração dominado pela descrença cria um ambiente hostil à ação sobrenatural. Assim como o solo pedregoso impede que a semente frutifique (Mateus 13.5-6), a mente saturada de incertezas limita a expansão do Reino dentro de nós.
Precisamos, portanto, exercitar a vigilância mental. O mesmo homem que caminhou sobre as águas começou a afundar quando olhou para as ondas e duvidou (Mateus 14.30). A fé não ignora a tempestade, mas fixa os olhos naquele que anda sobre as águas turbulentas.
Quando surgirem os pensamentos que dizem “não és capaz”, “Deus não te ouvirá”, “isso jamais acontecerá”, devemos rejeitá-los com autoridade, lembrando-nos de que toda arma formada contra nós não prosperará (Isaías 54.17).
A renovação da mente, segundo Romanos 12.2, não é apenas um conselho, é uma estratégia espiritual. Substituir o negativo pelo positivo, o medo pela confiança, a dúvida pela certeza bíblica, é ato de obediência e de guerra espiritual.
Nós não lutamos contra carne e sangue, mas contra as fortalezas que se levantam contra o conhecimento de Deus (2ª Coríntios 10.4-5). Que nossa mente seja um território conquistado pela fé, onde o Espírito Santo possa agir sem limites.
Lembre-se: A fé abre caminhos onde a razão vê paredes, e crer é o primeiro passo para ver o impossível.
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