A perseverança fiel, a gratidão constante e a confiança em Deus movem o coração do Pai.
Há um tempo determinado em que a fé é provada não por grandes crises, mas pela persistência silenciosa no caminho estreito. É nesse momento que somos chamados a continuar, mesmo quando os pés doem, mesmo quando a alma clama por descanso.
A Palavra nos exorta com clareza, dizendo: bem aventurado o homem que suporta a provação, porque, depois de ser aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Tiago, sob inspiração divina, não fala de uma bênção futura distante, mas de um presente real para quem permanece firme.
Nós, como povo de Deus, não estamos isentos das tempestades, mas somos guardados dentro delas. Cada passo dado em obediência, cada oração lançada ao trono da graça, cada ato de louvor em meio ao vale, é registrado nos céus como fragrância suave.
O salmista não canta apenas na vitória, mas ensina que devemos render graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens. A gratidão não depende da circunstância, nasce da certeza de quem conhece o caráter do Eterno.
E quando nós perseveramos e agradecemos, não precisamos forçar o milagre, nem manipular o tempo de Deus. Ele age por si mesmo, segundo o conselho da sua vontade. Jó, no ápice do sofrimento, declarou com convicção: ele sabe o caminho que eu sigo, e me provou como se prova o ouro.
Nada escapa ao seu controle, nada foge da sua autoridade. O Senhor tem o poder de mudar o vento, de abrir portas, de transformar luto em dança, e tudo isso faz conforme o seu propósito eterno.
Por isso, não desanimemos. A nossa parte é andar em fidelidade, guardar o coração, manter os olhos fixos na presença dAquele que iniciou a boa obra em nós. A Sua parte é completar o que começou.
Não duvidemos, pois o mesmo Deus que sustenta as estrelas também segura a nossa mão. A cada dia que resistimos, a cada momento que louvamos, fortalecemos nossa identidade como filhos amados, herdeiros do Reino, soldados revestidos da armadura espiritual.
Que possamos, então, continuar firmes, com o coração cheio de graça, certos de que o nosso labor não é vão no Senhor.

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