Nem todo espírito se manifesta é de Deus, por isso devemos provar os espíritos com sabedoria e temor.
Muitas vezes nos deparamos com vozes que se apresentam como mensagens divinas, mas precisamos exercer o discernimento que o Espírito Santo nos concede. A Bíblia nos adverte claramente, em 1ª Tessalonicenses 5,21, a experimentar todas as coisas e reter o que é bom. Isso inclui as profecias, pois nem toda expressão que surge no ambiente espiritual procede do alto.
Tiago 3,15 nos lembra que há uma sabedoria que não é celestial, mas terrena, sensual e demoníaca. Quando alguém profetiza, não devemos acolher a mensagem apenas pela emoção ou pela forma como é entregue, mas pela sua fidelidade ao caráter de Deus e à Sua Palavra.
Observamos em 1ª Coríntios 14,29 que Paulo instrui: profetizem dois ou três, e os outros julguem. Isso revela que a profecia precisa ser examinada. Não se trata de desrespeito à unção, mas de obediência à verdade. O Espírito de Deus não contradiz a Escritura.
Quando um suposto profeta demonstra nervosismo, hesitação, quando as palavras parecem forçadas, pensadas, moldadas por sentimentos pessoais, é necessário cautela. A verdadeira profecia, como vemos em Atos 21,10 11, com Ágabo, traz clareza, propósito e alinhamento com a vontade revelada de Deus.
Além disso, em 1ª João 4,1, lemos: amados, não creiais a todo espírito, mas provai os espíritos, se são de Deus. Porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Essa exortação é urgente. O diabo pode transformar-se em anjo de luz, como alerta 2ª Coríntios 11,14.
Assim, o crente maduro aprende a distinguir não apenas o conteúdo, mas também a fonte. Uma profecia verdadeira edifica, exorta e consola, conforme 1ª Coríntios 14,3, e sempre aponta para Cristo, nunca para o homem que a pronuncia.
Quando percebemos que a mensagem parece mais um desabafo emocional, um reflexo de mágoas ou conflitos pessoais, mesmo que revestida de linguagem espiritual, estamos diante de algo que precisa ser filtrado pelo altar da Palavra.
O fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, como diz Gálatas 5,22 23. Se a mensagem não traz esse fruto, não procede dEle.
Por isso, nós, como povo de Deus, somos chamados a caminhar em fé, mas também em vigilância. Que o Senhor nos conceda cada vez mais o dom do discernimento, para que nada de verdadeiro seja desprezado, e nada de falso seja aceito.

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