Quando o coração de Deus move fronteiras

Quando o coração de Deus move fronteiras


Quando o Coração de Deus Move Fronteiras: A História de André Valadão e a Restauração da Oak Ridge Baptist Church


Em um bairro silencioso dos Estados Unidos, duas igrejas separadas por apenas dois quarteirões contavam histórias muito diferentes. De um lado, uma comunidade imigrante, limitada em recursos, mas abundante em fé, lutava para reformar seu templo e consolidar seu legado. 

Do outro, a histórica Oak Ridge Baptist Church, pastoreada por Robert Kendel, agonizava em silêncio: janelas quebradas, lençóis sujos como cortinas, e um pastor fragilizado por remédios e luto. Mais da metade de sua congregação havia partido durante a pandemia.


Foi nesse cenário que Deus escreveu um capítulo de avivamento através da sensibilidade do pastor André Valadão. Em depoimento emocionado, ele relatou como, ao passar diariamente em frente à igreja de Bob, seu coração foi confrontado pelo Espírito Santo. 

"Eu apenas via a igreja dele como mais uma igreja americana", confessou. Mas o Senhor estava forjando nele um olhar de compaixão transcultural. André chegou a sentir vontade de parar sua própria obra para ajudar o irmão, mas ouviu do Alto: "Termina a tua obra, depois você cuida dos outros".


Obediente, Valadão concluiu a reforma de sua igreja. Então, por volta das quatro da tarde, ele e sua equipe bateram à porta da Oak Ridge. Sem resposta, entraram e encontraram o pastor Bob deitado, cercado por medicamentos e solidão. 

Naquele momento, não havia barreiras de idioma, cultura ou denominação, havia apenas o Corpo de Cristo clamando por restauração. E Deus, em sua soberania, usou um líder pentecostal brasileiro para restaurar não apenas um prédio, mas um ministério, uma vida e uma igreja inteira para a glória de Jesus.


Nós, como cristãos, somos chamados a viver o princípio paulino de Gálatas 6:10: "Então, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé". 

A atitude de André Valadão nos ensina que a verdadeira maturidade espiritual não se mede pelo tamanho do nosso templo, mas pela disposição de estender as mãos ao irmão que caiu.


O apóstolo Paulo ainda nos exorta em Hebreus 10:24-25: "E consideremos uns aos outros, para incentivar o amor e as boas obras". Não basta celebrar nossas vitórias; precisamos olhar ao redor, discernir as dores do Corpo e agir com urgência compassiva. 

A igreja de Cristo não é uma competição de marcas ou nações, é uma só família, edificada sobre a mesma Pedra, chamada para carregar os fardos uns dos outros (Gálatas 6:2).


Que o exemplo de André Valadão nos inspire a não passar indiferentes diante das "igrejas aos cangalhos" ao nosso redor. 

Que sejamos instrumentos de restauração, não apenas com palavras, mas com ações que refletem o coração de Cristo. Porque, quando um membro sofre, todos sofrem; quando um é honrado, todos se alegram (1ª Coríntios 12:26).



Por Pr Márcio Batista
Foto: (oakridgebaptistorlando/Facebook) Reprodução / Divulgação

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